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N&D

Natália e Davidson

24.10.2026
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A nossA história

Quem diria que depois de 22 anos juntos, uma filha já adulta e 8 gatos, iríamos decidir nos casar, né?


Eu sei...eu sei... A gente sempre disse que era bobagem, que viajar é melhor e etc.


Mas quero voltar um pouquinho na nossa linha do tempo para vocês entenderem o porque dessa decisão. E que não é algo aleatório.


Eu, Natália, sempre fui Católica por opção. Não fui batizada bebê, como a maioria das crianças da minha religião.

Mas aos 6 anos eu quis receber o Batismo. Aos 10, fiz minha primeira Eucaristia e aos 15, a Crisma. Tudo nos conformes, seguindo os Sacramentos da Igreja. O próximo passo seria o Sacramento do Matrimônio, que obviamente demoraria bastante. A idade que eu achava ideal era aos 24 anos. De toda forma, eu nunca sonhei em casar. Mas eu sempre quis ter uma família, principalmente uma filhA.


Já o Davidson veio de uma família cujo o pai é Católico e a mãe, Protestante. Ele sempre acreditou em Deus, mas ia aos cultos com a mãe mais por obrigação do que por vontade própria.


A gente se conheceu quando tínhamos uns 12 anos. Na época, ele me pediu em namoro. Coisa de criança, sabe? Ficar perto, acompanhar até em casa, andar de mãos dadas e tal. Eu não aceitei. Disse que éramos crianças e que eu ainda brincava de boneca e corria na rua. haha


O tempo passou, ele trocou de escola e perdemos o contato. As vezes a gente se esbarrava na rua e nos cumprimentávamos por educação.


No final de 2003, voltamos a ter contato e viramos grandes amigos. Ele me contava todos os segredos e eu contava os meus pra ele. Inclusive sobre namoradinhos (as).


Em 2004, estávamos mais grudados do que nunca. E a paixão veio, inevitavelmente. No dia 29/05/2004, fomos ao show do LS Jack com nossos amigos. E ao som de "Amanhã não se sabe", ele me tascou um beijo digno de cena de novela.


A partir daí, não desgrudamos mais. (Óbvio, tivemos nossas crises adolescentes. Separava em um dia, mas voltava 2 dias depois).


Ah, nessa época, eu ainda estava firme e forte com meus compromissos na igreja e, as vezes, conseguia levar ele comigo em alguma missa ou atividade.


Em 2005, o nosso mundo virou: engravidei! No começo de 2006, nasceu a grande alegria da nossa vida, a Camille.


Muita gente achou que dali pra frente seria só ladeira abaixo. Que a gente era muito novo (eu tinha 19 e ele, 18), que óbvio que não ia dar certo e que a gente não saberia criar a nossa filha. E ele e eu, sempre muito tranquilos e apenas vivendo. A gente nunca se desesperou e superamos todas as fases com leveza.


E, para a surpresa de quem duvidou, estamos juntos até hoje!


Essa é uma pequena parte do contexto da nossa história.


Mas, por que casar agora?


Lembra que falei no início que sempre fui Católica? Então...


Eu continuei frequentando a igreja, batizamos a Camille quando ela tinha 4 anos (escolhi essa idade porque eu queria que ela entendesse o que estava acontecendo) e ia nas missas.


Mas eu sempre sentia um vazio. Na maioria das vezes, eu ia sozinha na missa. Davidson não se interessava muito e Camille quando cresceu, também não. E eu nunca obriguei ninguém.


Eu via casais com seus filhos na igreja e sentia uma pontinha de inveja deles (perdão, Deus!).


Em 2021, mudamos pra um bairro que tem uma igreja bem pertinho. Quando acabou a pandemia, voltei a ir às missas religiosamente todos os domingos. Ainda sozinha.


Um dia, estava em São Paulo e eu era louca pra ir na missa do Padre Marcelo. Davidson topou ir comigo. Pensei: é um começo. Depois disso, passamos a ir ao Santuário sempre que estamos por SP.


Em uma missa que fui em um domingo perto de casa, era aniversário do Padre e ia ter um bolinho. Davidson foi me buscar e eu disse pra ele entrar que tinha festinha. Ele foi cheio de vergonha. Apresentei ele ao Padre e disse: "Esse é meu vampiro. Ele corre de igreja." O Padre sorriu, colocou as mãos nos ombros dele e disse: "No seu tempo!"

Naquele momento, o mundo dele pareceu girar e ele ficou muito impactado com uma simples frase do Padre.


A partir daí, ele começou a ir à missa comigo pelo menos 1 vez por mês (já era alguma coisa). Mas eu tinha que convidar, nunca era por iniciativa própria. Até o dia que ele se arrumou cedo e eu perguntei: "Vai pra onde?" Ele disse: "Ué, pra missa com você!" Fiquei até muda. kkk


E aí ele começou a ir todos os domingos. Aproveitei a boa vontade e agi rápido: levei logo pra uma missa de adoração. Quem não se sente tocado em uma missa dessa, já morreu por dentro. E o bichinho chorou horrores na missa de tão tocado que foi.


Eu só sei que eu nunca obriguei ninguém a seguir minha religião, mas eu rezei muito (em silêncio) pra esse dia chegar. E chegou. Eu já não ia mais sozinha na missa.


Até que em um domingo o Padre deu o recado: "Hoje é o último dia para inscrição da Crisma para adultos." Eu olhei de rabo de olho pro Davidson e ele disse: "Vou me inscrever."


Só que aí, o feitiço virou contra o feiticeiro. kkkkk


Ele começou os encontros para se preparar para receber os sacramentos da Eucaristia e da Crisma. A gente vivendo bem de boa e fomos chamados na igreja.

E recebemos o aviso: "Para receber o sacramento da Crisma, é necessário regularizar a situação de vocês como casal. É preciso receber o sacramento do Matrimônio antes de novembro."


DE-SES-PE-RO!


No fundo, eu sabia que a gente ia precisar casar na igreja em algum momento. Eu só não imaginei que seria tão rápido!


Mas, tudo isso foi resposta de oração. Eu pedi nas orações pra ser o casal que frequenta a igreja junto. Eu pedi que Deus tocasse o coração dele. Demorou 22 anos, mas chegou o momento.


Vamos receber o Sacramento do Matrimônio em uma cerimônia íntima, com pouquíssimas pessoas.


E lembra que falei que nunca tive o sonho de casar, mas queria ter uma família? Pois é, fiz ao contrário. Criei uma família linda e unida e, pagando a língua, vou me casar. rsrs


Espero vocês nessa nova fase da nossa história.